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Congresso da UNE debate questão das drogas

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Um desafio foi lançado nesta sexta-feira, na tenda Aldo Arantes, durante mais uma atividade do Congresso da UNE: ampliar o debate sobre a questão das drogas no Brasil. Renato Cinco, cientista político e membro do movimento pela legalização da maconha, convidou os estudantes a fazerem uma reflexão social e histórica sobre a proibição do uso de entorpecentes.

Cinco questionou se a questão das drogas deve ser tratada do ponto de vista individual e da saúde do sujeito ou do ponto de vista do problema social do tráfico e da criminalização das minorias. Ainda fez analogia da linha cronológica do proibicionismo e da constante marginalização da cultura afro-brasileira. “Não podemos omitir o fato de que a proibição da maconha aconteceu junto à proibição das religiões afro-descendentes, durante o século XX, como o candomblé, por exemplo. A maconha era uma planta religiosa desses grupos”.

Ao fim do debate, lançou a frase que mais impactou o público: “Não existe guerra às drogas, o que existe é uma guerra aos pobres disfarçada de guerra às drogas.” Além de Renato Cinco, estavam presentes Everton Gomes, do sindicato da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e Milton Mirito, do coletivo Marcha da Maconha. Vale destacar que a UNE tem uma cadeira no Conselho Nacional Anti-Drogas (Conad) e vem discutindo cada vez mais este assunto com os estudantes.

Logo após o debate, foi realizada a edição da Marcha da Maconha na cidade de Goiânia.

Da Redação

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