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Ato pelo Comissão da Verdade acontecerá no Congresso da UNE

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Dois ministros de estado, parlamentares ligados aos direitos humanos e ativistas debateram o projeto que quer resgatar o passado da ditadura militar

Um encontro entre representantes do governo e da sociedade civil, nesta sexta-feira durante o Congresso da UNE, demonstrou o consenso em torno da aprovação da chamada Comissão da Verdade, o projeto que pretende romper o sigilo sobre documentos e acontecimentos da ditadura militar brasileira. Reunidos na Praça Universitária, os estudantes tiveram a companhia da ministra da secretaria especial dos Direitos Humanos Maria do Rosário, do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, da deputada federal Manuela D’ávila e do presidente da Comissão de Anistia Paulo Abraão.

A ministra Maria do Rosário, que tem levado a frente o desafio de debater o tema com os diversos setores da sociedade e com os grupos políticos do país, afirmou que a Comissão será um atestado de democracia no país: “O Brasil democrático tem o direito de saber”. Aplaudida pelos estudantes, a ministra defendeu veemente a aprovação do projeto, que está em tramitação no Congresso Nacional. Reconhecendo na UNE uma das instituições que mais sofreu com as perseguições e crimes da ditadura militar, o presidente da Comissão de Anistia, disse que não podemos nos esquecer dos nossos heróis: “Essa iniciativa revelará muitos fatos dos quais não temos conhecimento e a melhor memória de luta durante esse período é a do movimento estudantil”.

Presidente da comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, a deputada federal Manuela D’ávila ressaltou que a história de um povo não pode ser construída ouvindo apenas uma das versões. “Chega dessa história contada por derrotados, agora a história é nossa”, ressaltou bastante aplaudida.

O últmo a falar e não menos motivado foi o ministro da justiça, que fez questão de elogiar o movimento estudantil e a UNE. Segundo ele, o movimento dos estudantes é fundamental para a manutenção do processo democrático brasileiro. Frisou a necessidade de se fazer jutiça para com os torturados, os presos políticos e outros grupos que não tiveram . O ministro se disse otimista quanto à aprovação da Comissão: “É um projeto do povo brasileiro, por isso será aprovado”.

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